Minhas verdades, nossas mentiras e um pouco de dor.
“Comentei tua semelhança com um outro alguém e teu jeito espevitado e feliz, pelo menos tu se encontrava assim aquele dia. O sorriso gostoso, aquele ar cheio de vida. Depois tu sumiu e ficou aqui comigo, na minha cachola. Daí eu não sosseguei até te encontrar nessas interwebs da vida.
Mas tu tá aí, contigo, de bem consigo mesmo. Não tá satisfeita, mas também não tá insatisfeita. Tu tá meio termo, meia boca. Meio amor, meio paixão, meio nada.. só tá tranquila. Tem algo puro, sincero e intocado ainda em ti. Acho que isso que ainda te faz menininha e é tão cativante aos meus olhos. Com o tempo a gente amarga, sabe.”
Trechos de uma conversa com uma pessoa que me viu duas vezes na vida, mas me conhece melhor do que gente que me conhece há anos.
Prematuramente o mundo mata os que têm sede de vida.
Inevitavelmente aprendemos que a vida é traiçoeira.
Tardiamente aprendemos que na vida a única coisa a qual devemos estar realmente preparados é para morte.
Todo paraíso tem um pedaço de inferno.
Pra sonhar, basta ser. Basta se deixar viver!
Ele se sentia impotente, afinal ele havia perdido a única pessoa que acreditou nele com sinceridade. Era como se agora soubesse que naquele peito realmente morava um coração, dilacerado.
“O grande plano é não se entregar aos meus demônios e falhar miseravelmente na sequência”.
Ela sabia que o sorriso dele era pra ela, ele sabia que aquela felicidade besta era por ele. Ele sempre esteve ali, sempre vai estar ali. O tempo só mostra o que nenhum dos dois nunca irá questionar. É sincero, é puro, é tênue. Passa o tempo, passam-se vidas, é pleno.

“Me arranca daqui, me rouba um sorriso, me tira do suplicio que é viver longe de ti.”
Bossa de “bom” moço.
Então saiu com aquela cara emburrada de poucos amigos. Um lugar vazio e um peito frio. Uma cerveja, um whisky e o início de um semblante de felicidade. Disse verdades ao pé do ouvido. Não mentiu, não mentiu pra si mesmo.